Às margens da Amazônia brasileira, o estado do Maranhão é um território de transição crucial, onde as pressões do desenvolvimento tornam particularmente frágil o equilíbrio ambiental e social.

No dia 6 de novembro de 2025, foi inaugurada na comunidade de Vila São Jorge, em Cidelândia (MA), a Casa de Farinha São Raimundo, uma nova agroindústria comunitária dedicada ao beneficiamento da mandioca — alimento básico para milhões de pessoas e pilar da segurança alimentar nas comunidades rurais amazônicas. 

A iniciativa é mais um marco do projeto “Juntos Plantamos o Futuro”, desenvolvido desde 2023 em parceria com o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS),  e em colaboração com organizações locais. 

A estrutura foi criada com o objetivo de gerar renda, fortalecer a cadeia produtiva da mandioca e melhorar as condições de trabalho da agricultura familiar. A Casa de Farinha é gerida coletivamente pela Associação dos Pequenos Produtores Rurais do Projeto de Assentamento São Jorge (ASPRAJORGE) e representa um passo concreto rumo a um desenvolvimento territorial mais justo e sustentável. 

Dotada de equipamentos modernos, sistemas de reaproveitamento de água, tratamento de resíduos e soluções para maior conforto térmico, a Casa de Farinha tem capacidade de produzir até uma tonelada de farinha por dia, com uma estimativa anual de cerca de 260 toneladas, valorizando saberes tradicionais profundamente enraizados no território. 

Valorizar o protagonismo das comunidades locais por meio de soluções sustentáveis que geram renda e fortalecem a bioeconomia é um dos pilares do projeto “Juntos Plantamos o Futuro”. A Casa de Farinha São Raimundo é um símbolo concreto de desenvolvimento territorial, capaz de transformar o conhecimento tradicional em um empreendimento coletivo de impacto socioambiental positivo. “O fortalecimento institucional se expressa nas formações contínuas que qualificaram a Associação da Agrovila São Jorge para gerir o empreendimento. O modelo de gestão coletiva — com um Comitê Gestor e um Comitê Técnico — garante decisões democráticas e engaja a comunidade no dia a dia do negócio”, comemora Carolina Sales, coordenadora operacional do projeto.

 

A própria comunidade já percebe os benefícios imediatos. “Agora conseguimos produzir mais, com menos esforço e em condições muito melhores”, afirma Reginaldo Marques de Sousa, produtor e referência histórica na produção de farinha na região. Além de aumentar a eficiência, a iniciativa contribui diretamente para a melhoria da qualidade de vida das famílias envolvidas. 

A Casa de Farinha São Raimundo integra uma estratégia mais ampla do projeto, com o apoio da Sofidel e da Suzano, e presente em nove municípios do Maranhão e do Pará. Ao conectar áreas de floresta fragmentadas e isoladas, a iniciativa contribuirá para a formação de um importante corredor de biodiversidade, promovendo a conectividade ecológica em uma área de 2.210 km² de floresta tropical. 

Um projeto que demonstra que desenvolvimento local, proteção ambiental e justiça social podem caminhar juntos, a partir das comunidades e do valor da terra que elas habitam. 

Assista ao vídeo da inauguração. 

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