amazon carbon expedition

ABC, Amazon Biodiversity and Carbon Expedition

Uma expedição científica sem precedentes. A primeira de grande porte e multidisciplinar realizada na Resex Baixo Rio Branco-Jauaperi.

A equipe, sediada em Xixuaú e liderada pelo prof. Carlos Peres, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), reuniu 24 pessoas, entre pesquisadores e estudantes de diversas instituições brasileiras, incluindo o famoso Museu Emilio Goeldi em Belém e as universidades federais do Amazonas, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Expedições Amazônia, Biodiversidade e Carbono é o nome completo do projeto que mobilizou uma força-tarefa inédita em áreas florestais desconhecidas para 15 dias de intensa pesquisa.

O objetivo da expedição foi realizar um levantamento quantitativo da biodiversidade da floresta intocada de terra firme, incluindo vertebrados, plantas e não vertebrados, como pequenos e grandes mamíferos, aves, lagartos, sapos, peixes (usando eDNA de amostras de água), samambaias, árvores, besouros, abelhas, formigas, cupins e outros dípteros. A pesquisa também incluiu a medição do estoque de carbono florestal e biomassa epígea, paisagens sonoras usando gravadores automáticos e o uso de armadilhas fotográficas.

Nos próximos anos, a ABC Expedições realizará uma expedição multitaxa em cada uma das 12 principais bacias hidrográficas, abrangendo todos os 9 estados da Amazônia brasileira e reunindo informações importantes para o futuro do Bioma.

Temos orgulho de ter contribuído para a primeira grande expedição científica na reserva e muito ansiosos para ver (e mostrar para vocês!) Os primeiros resultados e as primeiras imagens registradas!

Fiquem ligados!

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A expedição foi possível graças ao apoio da Universidade Norueguesa de Ciências Naturais, Amazon Charitable Trust e Amazônia Onlus, com apoio logístico da CoopXixuaú e anuência do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade – ICMBio.

Todos os membros da equipe foram duplamente vacinados e testados para Covid 24. Todas as atividades foram realizadas ao ar livre e todos os protocolos anti-Covid respeitados.

medici in amazzonia

Doutores das águas – saúde navegando

O barco-ambulância Doutores das Águas sobe contra a corrente, levando tratamento e assistência médica às comunidades mais isoladas da bacia do rio Amazonas. Semanas de navegação, dezenas de paradas para visitar cerca de 2.000 moradores em cada expedição. Para muitos deles é a única oportunidade de encontrar um médico ou dentista e a única oportunidade de obter medicamentos básicos para o seu próprio bem-estar e o dos seus filhos.

Normalmente, o barco está cheio de voluntários: médicos, enfermeiros, dentistas, técnicos de prótese dentária, educadores e animadores formam uma equipe de 50 pessoas a bordo. Este ano, devido às restrições impostas pelos protocolos anti-Covid, a equipe médica foi reduzida a pessoal com doses duplas da vacina e as atividades foram repensadas em consonância com as medidas de segurança anti-contágio para evitar aglomerações e conter a propagação. do vírus.

A equipe reduzida a 20 especialistas ofereceu consultas especializadas, cirurgias odontológicas e de pequeno porte, medicamentos, vacinas comuns, além de testes para hepatites e doenças sexualmente transmissíveis, sendo que estas últimas (em especial a sífilis) foram encontradas com incidência superior à que emergiu da triagem realizada em 2019.

A OS Amazônia apoia ações de saúde com o objetivo de promover a melhoria dos indicadores de saúde e qualidade de vida dos povos da floresta.

Por isso, também apoiamos a campanha de vacinação contra o Covid19. Em colaboração com as Secretarias de Saúde, trabalhamos para conscientizar a população, manter os moradores informados sobre a chegada das vacinas e apoiar os custos de transporte das famílias mais isoladas até os locais de vacinação.

Um agradecimento especial à ACQUASAN por permitir a viagem dos “médicos do rio”!

Assista ao vídeo da viagem dos Doutores da Água.

flood in the jauaperi reserve brazil

Recorde no Rio Negro: enchentes são alarmantes

Apelo da Amazônia Onlus: “Enchentes causam vulnerabilidade, perda de bens e doenças. As famílias têm que deixar suas casas. Precisamos de tudo.”

“Na Amazônia vivemos inundações excepcionais. Este ano o porto de Manaus registrou um nível recorde de 30,02 metros no Rio Negro, o maior desde 1902, quando começaram as medições. Com água invadindo as casas às margens dos rios, a população local está em situação de extrema vulnerabilidade. Estão perdendo seus bens, cada vez mais expostas ao risco de contrair doenças, além de problemas de segurança alimentar. A Covid não foi suficiente”. O que está acontecendo no momento na floresta é uma emergência que ainda não é noticiada na Itália.

 “As enchentes são eventos sazonais comuns aos quais as populações locais estão acostumadas e normalmente preparadas para enfrentar, mas a Amazônia está cada vez mais afetada por fenômenos extremos, provavelmente exasperados pelo caos climático“, diz a presidente Amazônia Onlus, destacando que este ano todas as precauções normais foram insuficientes.

A bacia amazônica tem seu ciclo natural: de junho a novembro, com a chamada “vazante”, a água cai e de dezembro a maio a água sobe, fazendo a “cheia”. Na última década, de acordo com os achados da Rede Hidrometeorológica Nacional, o processo de vazante e cheia tornou-se mais acentuado, com níveis de água cada vez mais extremos nos rios.

Na sequência das inundações excepcionais em curso, as hortas acabam debaixo de água e a pesca torna-se cada vez mais difícil devido à vastidão das áreas inundadas. Conseguir alimentos tem se tornado cada vez mais difícil e muitas famílias tiveram que deixar suas casas em meio à pandemia, apesar de viverem em palafitas. Tudo é necessário: alimentos, remédios, produtos de higiene, combustível para viagens, recursos econômicos para reparar os danos e reconstruir.

Alertamos as autoridades locais, recolhemos imagens e testemunhos e enviamos petições para a declaração de estado de emergência. Levaremos ajuda neste momento difícil e no pós-cheia, quando será necessário avaliar os danos e remediar.

Não vamos deixá-los sozinhos.

Faça a sua doação e ajude a floresta e seus habitantes neste momento de dificuldade.

A floresta está nos protegendo (com a sua ajuda)

A floresta está nos protegendo (com a sua ajuda) Há exatamente um ano, em 17 de fevereiro, o Presidente da República Italiana Sergio Mattarella conferiu a nomeação de Oficial da Ordem do Mérito da República Italiana a Emanuela Evangelista, presidente da Amazônia Onlus, pronunciando as seguintes palavras: “pelo seu constante empenho, no contexto internacional, na defesa do meio ambiente, na proteção dos povos tradicionais e no combate ao desmatamento”. Naquele momento, ninguém poderia imaginar que nem mesmo um mês depois (em 11 de março de 2020) a OMS declararia o estado de pandemia. E nós da Amazônia Onlus não podíamos imaginar quais desafios teríamos que enfrentar. Em 2020, a emergência de Covid teve um efeito devastador na Amazônia e, recentemente, se intensificou.

Uma nova cepa do vírus sobrecarregou e debilitou o sistema de saúde em Manaus pela segunda vez e agora está se espalhando rapidamente para o interior. A necessidade diária de oxigênio na capital amazonense é de 80 mil litros por dia – 3 vezes o normal – e a produção local não consegue atender à grande demanda. As comunidades indígenas e tradicionais têm apenas uma chance de se proteger do vírus: permanecer na floresta. As pequenas comunidades amazônicas, isoladas e acessíveis apenas por barco, não têm comércio de alimentos, nem assistência médica, nem remédios, nem transporte emergencial, o que torna os habitantes extremamente vulneráveis ​​em caso de contágio. Os ribeirinhos vivem principalmente da pesca, caça e extrativismo, mas também dependem de cidades distantes para uma rede de comércio. O isolamento nessas regiões cria um problema de segurança alimentar. Precisamos de suprimentos, provisões e materiais para conseguir alimentos, precisamos de remédios, produtos de higiene e necessidades básicas. A falta de suprimentos pode comprometer a tentativa de auto-isolamento e colocar em risco toda a população. Por isso, desde o início da pandemia, Amazônia Onlus tem concentrado suas ações na proteção dos habitantes locais contra o contágio. Um novo desafio para nós, que deve ser enfrentado com métodos e meios próprios de uma organização humanitária de emergência.
Junto à parceira Amazon Charitable Trust, desenvolvemos um plano de ação para aumentar a resiliência das comunidades locais, disseminar informações importantes, transferir recursos rapidamente da Europa para o Brasil, criar e fortalecer uma rede de organizações. Desde abril de 2020 já entregamos 40 toneladas de produtos para as 250 famílias do Parque Nacional do Jauaperi (cerca de 1.200 habitantes), com o suporte logístico do Instituto Chico Mendes pela Biodiversidade – ICMBio e Lojas Bemol.Hoje estamos em contato constante com os hospitais mais próximos aos quais, com a sua ajuda, queremos doar cilindros e concentradores de oxigênio. A floresta está nos protegendo, mas a emergência continua e com ela, a nossa campanha. 

Com € 100 podemos garantir alimentação e bens básicos a uma família durante um mês.

Com € 1000 podemos salvar uma vida comprando um concentrador de oxigênio. 

Não vamos deixá-los sozinhos! Faça uma doação, clicando aqui.

Desmatamento e pandemia no Brasil – a floresta amazônica em chamas

A atual pandemia do COVID-19 vem agravando a situação do desmatamento na Amazônia, pondo ainda mais em risco a sobrevivência de pessoas pobres e comunidades locais.

Atualmente, o Brasil é o epicentro da pandemia do COVID-19, com quase 80 mil mortes e mais de 2 milhões de casos. Com a temporada de incêndios que está prestes a chegar, seus efeitos piorarão ainda mais o desmatamento na Amazônia e os problemas respiratórios causados ​​pelo vírus.

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), nos três primeiros meses do ano 2020, houve um aumento de 50% no desmatamento se comparado ao ano anterior. Além disso, os pesquisadores do projeto Amazônia Andina (MAAP) contabilizaram mais de 900 centenas de focos de incêndio na primeira quinzena de junho, levando a um aumento de 40% em relação ao mesmo período de 2019.

Os especialistas também acreditam que o aumento de incêndios florestais pode aumentar as dificuldades respiratórias em uma população já bastante afetada pelo novo coronavírus. Portanto, a combinação entre o vírus e os incêndios pode ter graves consequências para as condições de saúde da população local.

Essas questões estão afetando os pobres e as comunidades locais, cuja incapacidade de praticar o distanciamento social e o acesso limitado às unidades de saúde está minando suas chances de sobrevivência.

Não vamos deixá-los sozinhos!

Amazônia OnlusXixuau Amazon Ecolodge e Amazon Charitable Trust apoiam os ribeirinhos, que sempre protegeram a Floresta Amazônica.

Para doar via cartão de crédito, o Google Pay ou Apple Pay, CLIQUE AQUI

Para doar via Paypal ou transferência bancária CLIQUE AQUI

Obrigado!

Campanha busca proteger populações amazônicas contra a Covid-19

Novos contágios e novas mortes ocorrem todos os dias no Brasil, mas a região amazônica é a região de maior risco. O vírus está se espalhando com grande velocidade, 90% dos municípios já foram afetados, mesmo no interior, em comunidades isoladas e em terras indígenas, onde ocorreram inúmeras mortes. É impossível dizer exatamente quantos casos existem, milhares de contágios são relatados todos os dias, mas os números são subestimados porque a disponibilidade de tampões é escassa e a falta de comunicação com populações isoladas não permite um controle amplo. 

Da pequena vila de Xixuaú, às margens do Rio Jauaperi, no coração da floresta, a bióloga italiana Emanuela Evangelista, presidente da Amazônia Onlus, organização que desde 2004 trabalha para oferecer saúde, capacitação, trabalho, renda e desenvolvimento sustentável aos habitantes, fala conosco. “A pandemia na Amazônia ainda mostra crescimento exponencial, e sem uma ação imediata o impacto será desproporcional. O estado dos hospitais é dramático: faltam leitos, respiradores e suprimentos. As más condições sociais e econômicas da região e as grandes distâncias não estão ajudando a lidar com a emergência “. 

A RESEX Baixo Rio Branco-Rio Jauaperi, no norte da Amazônia brasileira, abriga cerca de 1000 habitantes que residem em 14 comunidades às margens do rio, a 400 km da cidade mais próxima. As pequenas vilas são isoladas e acessíveis apenas de barco, não possuem comércio de alimentos, assistência médica ou medicamentos, o que torna os habitantes extremamente vulneráveis ​​em caso de contágio. A população vive de atividades tradicionais como pesca, caça e coleta de produtos florestais, mas a sobrevivência também depende de cidades distantes, que constituem uma rede essencial de trocas e comércio. Para reduzir o risco de contágio, os ribeirinhos interromperam os deslocamentos para os centros urbanos, tomando medidas voluntárias de isolamento e permanecendo em suas florestas. No entanto, o isolamento cria um problema de segurança alimentar e de suprimentos: precisam de alimentos e materiais para pescar e caçar, precisam de medicamentos, produtos de higiene e necessidades básicas. A escassez de suprimentos pode comprometer a tentativa de auto-isolamento e pôr em risco uma população inteira de crianças, mulheres grávidas, idosos e pessoas vulneráveis. “Estamos organizando o transporte do necessário para a sobrevivência de todas as famílias da Resex.

Mais de 300 famílias já receberam 20 toneladas de suprimentos, mas isso não será suficiente e nossa mobilização continua.”, explica Emanuela. A cidade mais próxima da Resex é Manaus, capital do estado do Amazonas, uma metrópole com o maior índice de contágio e morte na região, onde a pandemia obriga cemitérios a enterros coletivos. Algumas matérias-primas já estão em falta e as organizações envolvidas estão correndo contra o tempo.

Para financiar a operação, foi lançada uma campanha de financiamento coletivo e o dinheiro que será arrecadado será inteiramente dedicado ao apoio às famílias da Resex neste momento crítico. Contribuições via cartão de crédito, Google Pay ou Apple Pay aqui Contribuições via Paypal ou Transferência Bancária aqui A campanha é coordenada por Amazônia Onlus e Amazon Charitable Trust, graças à colaboração com Lojas BemolICMBioDoutores das Águas e com o apoio logístico da CoopXixuaú e dos representantes das comunidades da Resex.

Emanuela Evangelista Oficial da Ordem do Mérito da República Italiana

17 de fevereiro de 2020, Palácio Quirinale, Roma. Foi realizada a cerimônia de nomeação do Oficial da Ordem do Mérito da República Italiana para Emanuela Evangelista.

“Por seu compromisso constante, internacionalmente, com a proteção ambiental, a proteção dos povos indígenas e o combate ao desmatamento”, essas são as palavras do Presidente da República Sergio Mattarella para Emanuela Evangelista.

Uma cerimônia indubitavelmente tocante, mas também gratificante, para a ativista romana, que veio do Brasil para a Itália especialmente para receber a condecoração. “Estou muito entusiasmada e feliz por estar aqui – disse Emanuela – este título não é apenas meu, mas de toda a associação e dos nativos que estão constantemente envolvidos nesse grande trabalho. Tudo isso nos levará a fazer mais, mas é necessário que a Itália e os italianos tomem consciência da grande responsabilidade que temos na destruição em andamento. Por isso, agradeço ao Presidente Mattarella por sua sensibilidade em identificar a urgência de um tema que requer atenção contínua, não só momentânea, e da qual depende o futuro da humanidade “.

Membro da Comissão de Sobrevivência de Espécies (SSC) da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN), Emanuela Evangelista também é presidente da Amazônia Onlus, com sede em Milão, e vice-presidente da associação Trentino Insieme, com sede em Trento.

Na Amazônia desde 2000, Emanuela vive na pequena vila de Xixuaú, nas margens do Rio Jauaperi, no coração da floresta. “Nosso trabalho visa erradicar a pobreza – ela explica – para reduzir a tendência de migração urbana, típica da região. Trabalhamos para oferecer saúde, capacitação, trabalho, renda e desenvolvimento sustentável aos nativos, guardiões indispensáveis ​​da floresta. Os povos indígenas sempre precisaram da floresta para sobreviver, mas hoje a floresta, no cenário atual, precisa de seus habitantes para permanecer em pé”.

O papel do Turismo de base comunitária é fundamental, o que, juntamente com a colheita sustentável de frutos da floresta, artesanato e pesquisa científica, constitui uma importante fonte de renda para muitas famílias. Treinamento de técnicos em saúde e agricultura, gestão, liderança, cursos de informática e idiomas, poços artesianos, hortas comunitárias e missões médicas e, além disso, escolas, conexão à Internet, barcos e lanchas para sair do isolamento e iniciar novos atividades. Há também oportunidades de intercâmbio cultural através de viagens para outras regiões da Amazônia e Brasil, mas também para a Europa e África.

Em 2018, essa área de quase 600 mil hectares de floresta tropical protegida, destinada ao uso sustentável das populações tradicionais (cerca de 1000 pessoas distribuídas em 14 comunidades), foi reconhecida como Reserva Extrativista do Baixo Rio Branco e Rio Jauaperi, tornando-se símbolo de preservação ambiental e luta contra o caos climático.

“A Amazônia corre o risco de se tornar uma savana em apenas 15 anos. Meu apelo aos italianos – conclui a bióloga – é agir. Ainda estamos em tempo, mas devemos agir agora. Temos os recursos econômicos e as tecnologias necessárias para reverter o curso e devolver o planeta a uma situação segura. Mas não estamos indo rápido o suficiente. É necessário que cidadãos e todos os consumidores italianos façam pressão”.

Ordem do Mérito para nosso trabalho!

Emanuela Evangelista foi agraciada com o cargo de Oficial da Ordem do Mérito da República Italiana pelo Presidente da República Sergio Mattarella.
A alta honra foi divulgada em 21 de dezembro de 2019, e motivada “por seu constante compromisso internacional com a proteção ambiental, a proteção das populações tradicionais e o combate ao desmatamento”.

“Estou honrada e emocionada com esse reconhecimento”, disse Emanuela. “Recebo esta notícia em Manaus, a caótica capital do estado do Amazonas, que expressa com suas contradições o sofrimento das populações da floresta e, ao mesmo tempo, a urgência e complexidade das soluções necessárias.

Meus primeiros pensamentos e agradecimentos vão aos habitantes da floresta, pois sem eles, nenhum trabalho para proteger a imensa herança amazônica seria possível. A compreensão de suas necessidades é a base do nosso trabalho, que oferece alternativas concretas para o desenvolvimento em harmonia com o meio ambiente. Compreender as razões que levam um país a escolhas que aparentemente não podemos compartilhar é o primeiro passo para um diálogo construtivo e necessário.

Acredito que a defesa do meio ambiente é um instrumento de combate à pobreza e, portanto, um instrumento de paz no mundo, motivo pelo qual espero que esta importante premiação traga cada vez mais atenção ao tema do futuro da Amazônia e aumente os esforços rumo a soluções comuns e possíveis”.

Bióloga e ativista ambiental, Emanuela Evangelista é membro da Comissão de Sobrevivência de Espécies (SSC) da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), Presidente da Amazônia Milano Onlus e Vice-Presidente de Trentino Insieme, organizações envolvidas na cooperação internacional, destinadas a promover a conservação da floresta e a luta contra o êxodo dos habitantes do Rio Jauaperi, cerca de 1000 pessoas reunidas em 14 aldeias.

Juntamente com os habitantes deste rio, localizado entre os estados brasileiros do Amazonas e Roraima, as organizações realizaram projetos e ações de desenvolvimento sustentável em defesa do direito à saúde e à educação. O ecoturismo, por exemplo, tornou-se uma fonte de renda e trabalho para muitas famílias, juntamente com a coleta sustentável de frutos da floresta, como a castanha da Amazônia, e a proteção de tartarugas em risco de extinção.  A região foi recentemente reconhecida como RESEX (Reserva Extrativista do Baixo Rio Branco e Rio Jauaperi), 600 mil hectares de floresta tropical protegida destinada ao uso sustentável exclusivo dos nativos (cerca de 1000 pessoas reunidas em 14 comunidades). A área, do tamanho do Distrito Federal de Brasília, faz parte de um importante corredor de unidades de conservação e representa um resultado fundamental para a luta contra o caos climático.

Escola na floresta

Diversidade de florestas, diversidade de escolas e estilos de vida: assim, as crianças da escola de ensino fundamental do Xixuaú e da escola de ensino fundamental Tomasi de Villazzano, em Trentino, descobrem os dois mundos à distância e crescem juntos em respeito ao meio ambiente. 

Nos últimos dois anos, as crianças têm se comunicado com cartas e desenhos, arrecadando fundos para a restauração da escola Xixuaú e formando uma aliança educacional para o seu crescimento.Graças aos nossos voluntários Giacomo Pontara e Laura Raia que vieram nos visitar!

Material médicos para o Rio Jauaperi

Emplastros, ligaduras, luvas de látex, máscaras cirúrgicas, seringas, gaze esterilizada e desinfetante para os nativos da Amazônia.

É o precioso contributo doado pela Misericordia de Viterbo ao nosso Projeto Saúde, atuado com o objetivo de melhorar a saúde nas comunidades indígenas do rio Jauaperi.

Projeto Maryba: educação sobre o meio ambiente

Em colaboração com o nosso parceiro Associação Trentino Insieme organizámos uma série de palestras e cursos para os adolescentes do ensino médio e as crianças do ensino fundamental na região do Trentino, no norte da Italia.

Um agradecimento especial ao nosso educador Giacomo Pontara e à Província Autónoma de Trento pelo apoio a longo prazo aos nossos projectos!

Agua limpa e potável para o Xixuau!

Graças a Amazonian Alliance foi possível doar à comunidade Xixuaú dois novos filtros de água BioSand, capaz de garantir à comunidade água sempre limpa e potável.

Os filtros funcionam graças a um composto de areia e pedras que forma uma película biológica que elimina as impurezas e bactérias nocivas para a saúde.

Além disso, eles precisam de pouca manutenção. Graças a estas características, são considerados a melhor tecnologia para fornecer água potável em áreas remotas.

Agradecemos também a Amazon Charitable Trust pela sua contribuição na fase da instalação.

O Xixuau promovido pela Agenda Brasil 2016

Na quinta edição, Agenda Brasil oferece uma perspectiva das histórias da realidade brasileira cada vez mais multifacetada e cheio de desafios, buscando novos acentos e nuances.

Cinema, música ao vivo, a literatura: vozes do Brasil.

Incluído nesta edição 2016 de Agenda Brasil, também teremos o nosso projeto Xixuaú, apresentado em vários eventos, shows e eventos organizados em Milão, em Novembro.

Em particular, o projeto Xixuau será introduzido por Chiara Tosi durante o concerto “Vaporosa”, com dois músicos famosos, Rinaldo Donati e Roberto Taufic.

Todos os fundos serão doados à Amazonia Onlus em ajuda aos nativos da floresta.

O Xixuaú na EXPO 2015!

O Xixuaú como modelo de sustentabilidade ambiental, através da utilização de painéis solares e motores elétricos, novas soluções energéticas sustentáveis para os países do Sul.

30 de outubro às 14,30 na Cascina Triulza, EXPO MILANO 2015. 

Palestrante: Chiara Tosi, Amazonia Onlus.

Educação e formação no Xixuau

Acabamos de completar os novos cursos de formação dedicados aos habitantes do Xixuaú. Graças ao Projeto Maryba, também financiado pela Província Autônoma de Trento, foi possível organizar palestras e práticas de gestão de turismo, recepção de visitantes e Inglês. Algumas atividades foram dedicados às crianças, que participaram de jogos recreativos, momentos didáticos, laboratórios de Inglês e de educação ambiental.

Medicamentos para o Xixuau

Com o apoio da organização ambiental ForPlanet, nosso parceiro histórico, foi alcançado um resultado importante para o Projeto Saúde, com o objetivo de melhorar os serviços de saúde para as populações locais.

Cooperativismo no Xixuau

Continua a colaboração ativa com a Fundação Vitória Amazônica, importante organização comprometida com a proteção dos direitos dos caboclos.
 
Acabamos de concluir o curso profissional intitulado “Gestão de Cooperativas e Associações”, realizado na Comunidade Xixuaú e, mais tarde, na aldeia de Caicubi, o Rio Jufaris.
 
O curso contou com a participação dos líderes da CoopXixuaú (3 diretores, 3 Conselheiros Fiscais, duas secretárias), dos trabalhadores do receptivo dos ecoturistas (1 administrador, 1 operador em Manaus, 4 assistentes, 4 cozinheiros, 5 assistentes) e do pessoal encarregado das relações com os ecoturistas (17 guias ambientais).
 
As aulas foram ministradas por pessoal qualificado da organização brasileira Fundação Vitória Amazônica, já o nosso parceiro no projeto Getting Reddy, e organização certificada a nível nacional para atividades de educação e formação para o benefício dos nativos da Amazônia.
 
Não só a competência da Fundação Vitória Amazônica, mas também seu profundo conhecimento das questões e características sócio-ambientais na região do Rio Jauaperi constituiram uma garantia suplementar de confiabilidade e sucesso do curso.

A nova lancha do Xixuaú

A Comunidade Xixuaú finalmente tem um novo barco, que será utilizado para o transporte dos habitantes locais em caso de emergência médica e também para acelerar a viagem dos nossos eco-turistas. Nosso agradecimento também vai para a associação Trentino Insieme e da Província Autônoma de Trento, que nos ajudou a alcançar este importante resultado!

Os nativos do Xixuaú na Itália

Em setembro de 2014 dois nativos da floresta amazônica visitaram as principais cidades italianas – Roma,Trento, Milão, Modena – para dar ao público o seu testemunho sobre a importância das florestas tropicais esobre a situação social das populações tradicionais da Amazônia. Como porta-vozes da Comunidade Xixuaú, também relataram os benefícios dos projetos implementados pela Amazônia Onlus, que há mais de 10 anos trabalha para garantir a educação, saúde e desenvolvimento sustentável para as comunidades indígenas da floresta amazônica. 

Obrigado Aluisio e Francisco, foi bom tê-los conosco!

Da Amazônia à África

Graças ao projeto Getting Reddy, após a visita dos nossos amigos e parceiros da Tanzânia à Amazônia em abril de 2012, os líderes comunitários do Xixuaú fizeram pela primeira vez uma viagem aventurosa para a África. Uma delegação brasileira foi para a Tanzânia para visitar a área de floresta protegida pelo projeto. Ali, os Caboclos puderam admirar as deslumbrantes montanhas do Udzungwa, um dos lugares mais ricos em biodiversidade na África, ver animais selvagens no Mikumi National Park e as praias da costa da Tanzânia. Durante as muitas reuniões com as autoridades africanas, as lideranças amazônicas explicaram seu método de trabalho e contaram como protegem a floresta através do ecoturismo e gestão sustentável dos recursos florestais. Veja a reportagem fotográfica.

Visitantes da África

Uma delegação da organização africana Tanzania Forest Conservation Group e do Museu Tridentino de Ciências Naturais visitou o Xixuaú. A visita, prevista nas atividades do projeto Getting REDDy, em parceria com Trentino Insieme e apoio da Província de Trento, Itália, proporcionou o intercâmbio cultural e de experiências entre as realidades amazônica e africana. 

Os representantes tanzanianos permaneceram dez dias no Xixuaú e tiveram a oportunidade não só de conhecer a cultura riberinha e as características  ambientais da região, mas também de ilustrar as atividades realizadas em seu país, entre as quais apicultura, agricultura sustentável e manejo florestal comunitário. 

Escrito por Regina Nadaes Marques.

Novas Malocas

Uma grande maloca como espaço para refeições e convívio e cinco novas malocas com quartos duplos e banheiros separados aumentaram a nossa capacidade de hospedagem para 20 pessoas. As malocas são, como sempre, em estilo tradicional indígena mas com telhado de telhas vermelhas no lugar da palha, diminuindo assim a necessidade de manutenção e aumentando a sua durabilidade. 

Tem também energia elétrica com painéis solares. 

A nova estrutura foi inaugurada com a visita de Trentino Insieme, parceiro italiano na obtenção dos fundos necessários para a construção, acompanhado por uma equipe da TV RAI Italiana, um repórter da National Geographic Brasil e uma equipe de documentaristas liderados pela apresentadora Tessa Gelisio. 

Escrito por Regina Nadaes Marques.

Amazônia Onlus
Escritório registrado:
Via Pola 21 – 20124 Milão, Itália
C.F. 97389380151

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